terça-feira, 13 de setembro de 2011

2º Encontro do Percuros de Mestre: Os Saberes...

Nos dias 2 e 3 de setembro aconteceu o 2º Encontro do Ciclo Percurso de Mestre
com o Grupo Iande
Os Saberes e o Processo de Criação.


Enquanto esperávamos a chegada de todos, Sirlene nos recebeu em um ambiente aconchegante e acolhedor.
Conversávamos e petiscávamos algumas delicadas guloseimas enquanto íamos todos nos conhecendo.


Quando chegou a hora marcada descemos para a palestra que posso dizer foi dividida em 3 momentos:
- Sandra Lágua: Fez algumas ponderações sobre o absurdo,  "com a mensão Bíblica do absurdo, contido no Eclesiastes, passando pelos gregos até Albert Camus, Dostoievsky, Kafka e outros".
- Megume e Naoko Yuasa: Fizeram uma leitura de um texto poético escrito por Megumi onde ele delineia seu percurso de artista dando "a visão parcial da obra, dos conceitos e do processo de sua criação;
- Rosana de Oliveira: Discorreu, de forma muito didática e simples, sobre a formação e composição do universo na visão da física e da astrofísica, relacionando o assundo aos processos de criação.
Também nos divertimos com uma apresentação de slides cujas fotos de grandes artistas e escritores eram acompanhados de uma gravação com DIÁLOGOS DO ABSURDO.

No dia seguinte, dia 3 de setembro, nos encontramos, novamente, no ateliê Sílicas para a Oficia.
Para facilitar a descrição da oficina eu a dividirei em 3 tempos.


No 1º tempo a turma foi dividida em pequenos grupos que se dedicaram a ler o Mito Grego de Sísifo.

Sísifo, considerado pelos gregos o mestre da malícia e dos truques, negociou com os deuses, enganou a morte, entre outras "trapaças e falcatruas". Por isso acabou condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo, só para vê-la rolar para baixo novamente. Tratava-se de um castigo para mostrar-lhe que os mortais não têm a liberdade dos deuses. Albert Camus escreveu um ensaio sobre Sísifo, e, no entanto, não o vê como um ser atormentado, castigado; pelo contrário, ele vê Sísifo feliz. Feliz porque descobriu o segredo da vida. A luta pelas alturas é suficiente para encher o coração do homem. Os mortais têm a liberdade de escolha, devendo, pois, concentrar-se nos afazeres da vida cotidiana, vivendo-a em sua plenitude, em uma atividade permeada pela crítica e e rica em criatividade mesmo diante da repetição e da monotonia.

Pergunto: Serão os artistas a imagem e semelhança de Sísifo?

Uma pausa para almoço com iguarias que cada participante trouxe, e um caldeirão de sopa de abóbora com gengibre que a Sirlene ofereceu.






No 2º tempo os grupos foram convocados a discutir o mito, relacioná-lo simbolicamente em suas vidas, criar emblemas, personagens e diálogos nascentes dessa discussão.


No 3º tempo os grupos partiram para ação. Com os materiais trazidos pelo grupo Iandé, deram vida aos roteiros e personagens criados. Dramatizaram suas histórias com muito humor em pequenas cenas do ABSURDO. 
Absurdo só na aparência poque na sua intimidade faziam muito sentido.


E para encerrar esta publicação com "chave de ouro",
1 imagem vale mais do que 1.000 palavras:



6 comentários:

Ma Ferreira disse...

Nadia..que bacana!!!!

Obrigada por compartilhar esta tao bela experiencia!!!

Tácito Fernandes, Ceramista. disse...

Parabéns, Nadia!! Tudo magnífico, como sempre. Forte abraço e sucesso!

Bella Souza disse...

Que legal!Beijokkk

cibele nakamura disse...

Nossa Nádia que bárbaro!!!Beijos querida!!!

sol disse...

Parabéns Nadia, Grupo Iandé e todo o grupo!!!
Bateu uma saudades!!!
Beijos

Arte Cerâmica Zen disse...

Que maravilha Nadia!! Parabéns!