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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Depois de “botar a casa em ordem”

Depois de uma parada para “botar a casa em ordem”, volto ao trabalho, em meu ateliê.
Com idéias novas e mais provocações.
Estas fotos mostram a maestria de Júnior, oleiro com quem trabalho há muitos anos.

Até parece que ele tem dificuldade em centrar a peça.
As aparências enganam.
Contei a ele algumas idéias e juntos estamos "inventando" essa nova forma de tornear.
Queremos “criar efeitos especiais”,  provocando defeitos e descentrando a peça.
Tudo isso porque decidi encontrar uma forma de controlar as deformações e os entortamentos que acontecem nos totens durante a execução do trabalho com uma secagem forçada.
Já tenho uma série de 10 totens cada um com um “truque” diferente.
Só depois de queimados terei uma idéia deste novo estudo que se inicia agora.
Estou curiosa para ver o resultado final.






Gostei tanto da habilidade de Júnior que também fiz um filme caseiro para compartilhar com todos. Dupliquei a velocidade de apresentação.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Prato é Seu: uma corrente do bem através da ARTE

Sábado dia 25 de agosto aconteceu o almoço beneficente “O Prato é Seu” na Pizzaria Quintal do Bras, aqui na Vila Mariana na Rua Gandavo.

Foi uma ação para captar recursos para as atividades desenvolvidas pelo Movimento Comunitário Estrela Nova.
O Estrela Nova foi fundado oficialmente em 1984, mas as primeiras atividades aconteceram por volta de 1978. Sua sede fica no Campo Limpo e atende as famílias do Jardim Elizabete, Jardim Helga e Jardim Paris.
Por meio de uma rede de trabalhos desenvolve ações de educação, capacitação profissional, esporte, lazer, cultura, saúde e saneamento básico, com ativo envolvimento da comunidade.
Esta já é a 4ª edição deste evento.

Sua concepção é muito interessante.
Neste ano foram convidados 16 ceramistas.
Algusn dos ceramistas convidados
 A entidade entra em contato com os fornecedos de material cerâmico que doam aos ceramistas convidados o material necessário para a confecção de trinta pratos cada um. Os ceramistas, por sua vez, doam o seu “fazer”. Ao ser adquirido, o convite dá direito ao almoço e a escolha de um prato dispostos logo na entrada do restaurante. Cada prato escolhido reverte em R$ 20,00 reais para o ceramista que o elaborou no intuito de cobrir os custos da queima e outras despesas.


Logo na entrada
Forma-se assim uma “corrente do bem”. Fica muito evidente que cada um é um elo desta corrente, e está contribuindo para uma boa causa. O senso da responsabilidade social de cada um fica evidenciado.

O “start” que o Movimento Estrela Nova dá para organizar este evento desencadeia um fluxo positivo de energias. Os convidados partilham de boa comida dentro de um clima de bom astral durante o almoço. Os ceramistas divulgam seus trabalhos culminando com o objetivo principal que é promover recursos para que a entidade possa dar andamento aos seus projetos sociais.
O cardápio do almoço é simples: pizza, salada, acompanhdos de chopp ou vinho, sobremesa e café. Tudo muito gostoso e bem servido. Foi uma festa. Todos alegres compartilhando a enrgia positiva.
No ano passado a renda do almoço possibilitou o início da reforma da cozinha industrial e a despensa. A expectativa é que a renda arrecadada neste ano possibilite o término da obra.
E pelo visto, ano que vem tem mais!


Cozinha do Estrela Nova
Despensa do Estrela Nova

Carta de Agradecimentos e resultados do evento beneficente O Prato é Seu 2012


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Vamos ao que Interessa

Todos já sabem que no dia 20/10/2011, foi inaugurada a exposição Diálogos do Barro na Casa da Cultura de Pará de Minas. Há uma extensão da exposição na Sede da Prefeitura.



Agora, o que poucos sabem é que o Município de Pará de Minas, através da Secretaria de Cultura, já entrou com toda a documentação necessária para transformar a 
Cerâmica Um Bem Imaterial da Cidade.




.



Saber-me parte coadjuvante desse processo, é motivo de muito orgulho para mim. Contribuir para o bem social, através da arte, vem de encontro ao que creio: Arte tem o poder de transformar a humanidade.


Lembro a todos que tudo começou por causa de um sonho: a busca de um forno maior.



O apoio da Secretaria de Cultura de Pará de Minas através do dinamismo  da Maísa, Secretária da Cultura e do olhar sensível de José Roberto, Diretor de Cultura, tornou tudo isso possível. Os desdobramentos já estão acontecendo e muitos outros ainda prometem nos surpreender.






Diálogos do Barro é um nome muito inspirador. Ele sintetiza tudo o que vem acontecendo no percurso do Projeto Parapuan, Arte na Indústria: para além do trabalho: desde seu início na Parauan, Indústria Cerâmica, onde foi o seu berço, e a cada  passo que enlarguece o perímetro de alcance do Projeto, ampliando-o mais e mais.


Através da ARTE, as manilhas se transformaram em tubos comunicantes capazes de diminuir distâncias sociais, culturais e dissipar quaisquer outras dificuldades que pudesse emperrar o caminhar do Projeto.


Através da ARTE todos nós transcendemos a um outro patamar de relacionamento humano onde a responsabilidade social foi partilhada igualmente, tornando realidade o que um dia se pensou utópico.






Junto com os trabalhos do Projeto, estão expostos os trabalhos das "meninas" da Escola de Artes de Pará de Minas, que também fazem parte do Grupo Parapuan. Elas são muito talentosas e criativas.





domingo, 28 de agosto de 2011

De Volta à Solidão

Caros Amigos,

Como sempre digo: Uma vez na forja, muitas outras na ferradura, e outras onde quer que mande o destino.

Assim tenho vivido.

Tenho viajado muito por conta de meu outro trabalho, que não é relacionado à cerâmica.

Além disso, em parceria com a Sirlene Giannotti, temos nos empenhado em realizar o Ciclo de Encontros: Percurso de Mestre. Todos os “flyers” de nossa divulgação são de minha autoria, com o apoio substancial da Sirlene. É muito bom trabalhar com ela.



Na Oficina do Caderno
O frio era intenso e o
envolvimento era profundo
O primeiro encontro do Ciclo foi Caderno de Mestre. Participei dessa oficina .
Construi meu próprio caderno com as medidas exatas de minha bolsa. Ao elaborar o caderno, imaginava que conteúdos mandará o destino anotar nele. Toda a situação me remeteu a uma vivência ancestral e longínqua, mas, estranhamente, muito presente em minha memória.

Trago-te uma água perdida em tua memória – segue-me até a fonte e encontre seu segredo.
Patrice de La Tour du Pin, Le Seconde jeu, Gallimar, p.106. Citação de Gaston Bachelard, na Poética do Devaneio, p.93.


A construção do caderno
foi também um trabalho
de reciclagem





Nas palavras de Bachelard: ... “há devaneios tão profundos que nos ajudam a descer tão profundamente em nós mesmos que nos desembaraçam de nossa história. Libertam-nos do nosso nome. Devolven-nos essas solidões de hoje, às primeiras solidões...que deixam em certas almas marcas indeléveis...”

Foi muito instigante e enriquecedor ter participado dessa oficina.




Alegria estampada





E falando em solidão, além de tudo isso, eu gostaria de contar que voltei a trabalhar e criar em meu ateliê com muito afinco e devoção. Como as ondas do mar, as inspiraçãoes vão e voltam...




Vista de dentro dos trabalhos
Composição de três vasos em argila de várias cores
com aplicação da técnica do nericome

Várias fotos de um mesmo vaso



Fotos de toda a série em porcelana e em argila


São trabalhos novos a partir do velho e conhecido nericome. Esta aparente contradição  me remeteu à novas reflexões sobre o criar e os caminhos que ele percorre. Algumas dessas reflexões bem se traduzem por este trecho do discurso proferido por Guimarães Rosa em agradecimento ao prêmio concedido pela Academia Brasileira de Letras, ao livro de poesia Magma. 



...O Poeta não cita: canta. Não se traça programas, porque a sua estrada não tem marcos ou destino. Se repete, são idéias e imagens que volvem à tona por poder próprio, pois que entre elas há também uma sobrevivência do mais apto. Não se aliena, como um lunático, das agitações coletivas e contemporâneas, porque arte e vida são planos não superpostos mas interpenetrados,
...


E o incontentamento é o seu clima, porque o artista não passa de um místico retardado, sempre a meia jornada. Falta-lhe o repouso do sétimo dia. Não tem o direito de se voltar para o já-feito, ainda que mais nada tenho por fazer. ...



Também tenho novos trabalhos feitos em parceria com o "ajudante" e artista Joaz Vilas Boas.

Partindo da inspiração que os meus trabalhos em porcelana causaram, Joaz depositou nelas seu imaginário vivaz, não economizando talento.
FUTURAMA I e II
O nome delas é FUTURAMA I e FUTURAMA II.

As medidas são em tono de 15 cm de diâmetro.
O trabalho em porcelana é meu e os grafismos são do Joaz.
Acho que o resultado da parceria ficou muito interessante.
Eles sugerem a promessa de novos e inusitados trabalhos.
É uma nova vertente.
Nossa imaginação está "pululando" de idéias.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Revista Tempo Cerâmico


A Revista Tempo Cerâmico é focada em cerâmica industrial e é dirigida à arquitetos e decoradores.

Esta matéria, Arte na Indústria: Cerâmica Parapuan vai além do trabalho, foi publicada na Revista Tempo Cerâmicona edição de maio/junho de 2011.

Nesta edição "veremos o diferente, com a oportunidade de poder se surpreender positivamente, e presenciar ambientes únicos e criativos... (Kennia Cristina S. de Andrade, Editora de Redação)


(Obs.: Para ter uma melhor visualização das imagens clique no ícone localizado no canto inferior direito da imagem que a expandirá. Para voltar a esta página clique na tecla Esc).
Arte na Indústria Matéria publicada na Revista Tempo Cerâmico,Edição maio/junho 2011/ ano 1 nº 2(Obs.: Para ter uma melhor visualização das imagens clique no ícone localizado no canto inferior direito da imagem que a expandirá e pela barra de rolagem as 5 páginas poderão ser visualizadas.  Para voltar a esta página clique na tecla Esc).

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Minha Versão Sobre

O 1º Encontro Internacional de Ceramistas


USP

Foi um evento arrojado e inovador.

Fiquei surpresa com a proposta.
Em 4 dias de duração do evento,  alternavam-se palestras
e demonstrações da execução do trabalho pelos artistas convidados.

Gente de peso.

Em 5 mesas e um torno elétrico montados no palco do auditório os artista desenvolviam seus projetos na nossa frente
É quase indescritível o sentimento gerado ao vê-los trabalhando naquelas mesas.
Tudo muito simples mas comovente.



Nos intervalos nós, do público, podíamos subir ao palco para ver e tocar nos trabalhos e conversar com os artistas. Era como se nós nos transformássemos em seus convidados em um “mini” ateliê.  Assim eu me sentia
A intimidade do processo criativo de cada um era revelada, desnudada. Acompanhar passo a passo sua criação imprimia um corpo ao intangivel. A sensação que causava era muito reconfortante. A cada momento me via reafirmada em meu próprio percurso.


Interagi  bastante com a maioria dos convidados e aqui vão algumas de minhas impressões. 


Infelizmente para mim, não tive “tempo emocional” suficiente para me aproximar de todos.

Claro, as fotos que estão publicadas não são minhas. Novamente me deparo com a dificuldade de sair do turbilhão de emoções para tirar fotos.
Elas foram gentilmente cedidas pelos participantes mais hábeis do que eu nesse quesito.  Seguem os linkes originários, vale uma visita: 
Graciela trouxe a técnica de transferência de imagem sobre a cerâmica e a técnica da foto-cerâmica.
Esse é um assunto que venho me interessando há algum tempo. Estou prestes a fazer minha primeira experiância com a matéria. Além disso colocou bem claramente a sua inserção política através da cerâmcia. Bastante interessante como processo e como modelo.


De origem chinesa Jackson fazia demosntração ao torno. Mas o que mais me atraiu em Jackson Li foi sua demonstração na construção de ferramentas com materias coletados ali mesmo no campus USP. No meu entender criou um espaço mais democrático para a cerâmica. Com certeza passarei essas informações para o pessoal do Projeto Parapuan e para todo mundo que eu puder. 
                                                    
Jacques Kaufmann
Gostei muito de vê-lo trabalhar. Sempre improvisando e criando. Sua liberdade é encantadora. Para ele a “imaginação é  inspirada pela matéria nas suas qualidades e pontencialidades de energia”. Fez “misérias” com uma “carinha” de madeira comprada na China, para onde vai com freqüência. Foi tão bom me ver refletida nessa metodologia. 


Juan Pache
Genial o cruzamento de técnicas de setores industriais diferentes. Me deu muita vontade de experimentar essa técnica. São Desenhos entalhados com areia a pressão. Ele usa jato de areia, próprio para vidro, para fazer relevos em suas cerâmicas usando como máscara um recorte em vinil auto-adesivo feito por um ploter e um computador.






 Nathan Lynch
Uma graça de pessoa. Inteligente, criativo, espontâneo. Ele é escultor e artista de performance. O trabalho dele lida com as questões de orgulho, masculinidade, coragem, posicionamento político, tudo com respeito e humor. 


Philippe trabalha com formas. A questão do dentro e do fora são cruciais para ele. Além das tradicionais, ele construiu várias formas com de partes de outros moldes que ele cortou e reagrupou de formas variadas, prendendo-as com pinças e elásticos.
Philippe apresentou a inteligentíssima  técnica de tirar da forma a peça já esmaltada. Ouvir seu relato de como chegou nesse resultado foi fantástico. Partiu da economia de energias (preguiça, meio ambiente) e chegou lá. Na minha experiência criativa com a cerâmica, sempre foi o desafio da matéria a fonte inspiradora de minha criação. Depois de ver o relato de Philippe Barde, passei a me sentir mais à vontade com a questão da escolha dos caminhos criativos.   


Sua palestra e o video apresentado foram muito interessantes carregadas de conceitos pertinentes. O vídeo que apresentou de sua temporada no Japão também foi muito criativo. Uma performance registrada na matéria para todo o tempo. Aliás, sua discução sobre  a questão da passagem do tempo e da impermanência do objeto foi bastante interessante.


Toshiyuki Ukeseki
Foi um dos “fundadores” do centro de cerâmica em Cunha. Hoje em dia ele mora no Japão. O tema de sua palestra era: Busca pela Beleza da Cerâmica ~ o potencial do esmalte. Trouxe em sua mala  testes da pesquisa que realiza na busca de efeitos ancestrais e tradicionais de esmaltes com ferro. 



Fascinante. Um exemplo de liberdade do olhar. Inspirador e instigante. O que mais me marcou foi esta aparente contradição entre a pessoa que ela aparenta, calma, quieta intorvertida e quase idosa, e seu trabalho tão exuberante, extrovertido e liberto.
Foi muito importante dar espaço ao Rodrigo para apresentar o conceito do Bando de Barro. Considero o Bando de Barro uma iniciativa bastante corajosa,  generosa e agregadora sem se perder de vista a individualidade de cada um. Nas palavras de Rodrigo o Bando é "uma experiência coletiva criadora"; lida com "relações, tensões e interesses entre o coletivo e suas individualidades (o eu e o nós); além de ser uma "experiência coletiva como construção de conhecimento e sua relação com o ensino na universidade"
Por ser um “Bando”, a individualidade pode coexistir. O Bando de Barro sempre me dá a esperança de um dia abraçarmos o Brasil através da cerâmica. Gosto de me apresentar como “Bandoleira Sucursal São Paulo”.

Imaginem só, vivendo tudo isso, mais todos os encontros , contatos, afetos e desdobramentos que esse evento proporcionou...

Um turbilhão de emoções!

Agradeço a coragem da professora e coordenadora do evento,  mestre e doutora em arte pela USP Norma Grinberg, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, e toda sua equipe,  ao Grupo Terra de Pesquisa, coordenado por ela, e que conta com a participação das professoras Sílvia Tagusagawa, também da ECA, e Cristiane Aun Bertoldi, da FAU, pela realização deste encontro.
Segundo Norma, e no que eu concordo, “o ponto forte do encontro foi o intercâmbio cultural”. A organização estava impecável.

Parabéns!

Os Desdobramentos...

Desdobramentos do

1º Encontro Nacional de Ceramistas - USP.

Em meio a todo aquele efervecer que acontecia durante 1º Encontro Nacional de Ceramistas, recebi muitas surpresas.
Saibam todos que o Projeto Parapuan, Arte na Indústria – Para Além do Trabalho está ganhando o mundo.

Rebecca em seu ateliê
Rebecca Corradi, ceramista, atual organizadora da já tradicional  Feira de Cerâmica de Belo Horizonte, 23ª edição, veio me sondar sobre meu interesse em um estande. Imediatamente pensei no Projeto Parapuan passei a oferta para os participantes do Projeto.
Tanto os alunos e professores da Escola de Artes de Pará de Minas, como para os Funcionários da Parapuan.

Rebecca aceitou prontamente.

Rebecca já tinha ouvido falar do Projeto. Pediu mais informaçãoes, solidarizou-se com todo o processo e ao consultar a equipe organizadora da feira, decidiram apoiar o Projeto mais efetivamente e ofereceram um estande só para os trabalhos dos funcionários da Parapuan e outro para a Escola de Pará. (http://blog.feiradeceramica.com.br/projeto-parapuan/)

Que bom, assim vão caber todos os trabalhso de todos os participantes.

Agradeço bastante o apoio e sei que todos do projeto estão muito empenhados em apresentar bons trabalhos que justifiquem a oferta.

Outra grande surpresa foi quando a ceramista mineira Erli Fantini, referência da cerâmica artística, de quem já falei aqui em meu Blog. Erli é amiga e vizinha de Inês Antonini, na fazenda Palhano, onde Toshiko  Ishii compartilhava com elas os seus saberes.
Erli Fantini

Erli  contou de seu desejo e curiosidade de queimar algumas peças feitas em manilhas do pessoal do Grupo Parapuan em seu anagama.
Adorei a idéia e imediatamente contei a todos do projeto.

Aproveitei que estou em contato com a Secretaria de Cultura de Pará de Minas que me solitou a apresentação de dois projetos de arte, um para a Escola de Artes de Pará de Minas e outro seria uma ampliação do Projeto de Arte na Indústria, envolvendo a Parapuan e mais duas outrras indústrias da Cidade, também contei ao diretor de artes da secreteria José Roberto.

Ele ficou tão entusiasmedo que foi pessoalmente entregar em BH as peças à Erli.
Logo se entenderam e já sei que Erli irá a Pará de Minas em agosto passar uma temporada dando aulas na escola e frequentando a fábrica de manilhas.

"Sabe-se lá" no que isso vai desembocar.

Desejo Muita sorte a Erli e também muita Inspiração.

Como eu disse o Projeto Parapuan Arte na Indústria, Para Além do Trabalho, já anda pelas próprias pernas!

Isso é muito gratificante.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Voltando aos Ares Mineiros

Quero contar de minha última estada em Pará de Minas em fevereiro de 2011. Muitas coisas aconteceram também por lá.

Terminei de construir o Macho e a Fêmea de um ser primitivo muito arcaico. Seu nome ainda não foi decidido.

O Senhor Geraldo, serralheiro de Pará de Minas, companheiro importante da criação, participou ativamente do processo. O Senhor Carolos Muchinho e o Senhor Onésio, funcionários da Parapuan, também foram coadjuvantes de todo o processo. Assim como eu, mantiveram acesas as expectativas do resultado ao longo de todo o processo.

A apresentação pública dos seres ainda não está prevista. Quero criar um pouco de suspense.

Também trabalhei com “as meninas” da Escola de Artes de Pará de Minas.
As orientadoras, as alunas e eu, com a ajuda do Senhor Carlos Muchinho, funcionário da Parapuan, fizemos pela 1ª vez, uma queima de barril. Enfrentamos o desconhecido juntas.
O processo era desconhecido, sim. Mas recebemos muitas “dicas” de amigos como a ceramista Sirlene Giannotti, e o Senhor José Ramos, ceramista português com quem mantenho correspondência pelo facebook. Também uma rápida busca pela internet ajudou bastante.



José Ramos pertence ao grupo dos Domadores de Fuego, grupo que estou acompanhando com muita curiosidade. Outro Domador que “pinta com o fogo” é Alberto Hernandez Martin. 
Vale uma visita: Domadores de Fuego

José Ramos diz: O fogo é belo quando é festa!


De fato fizemos uma festa lá na Escola.
Adorei trabalhar com elas. São dispostas e com muita avidez pelo novo, assim como eu.
Aqui vão algumas fotos do processo e seu resultado.
  

Também estou publicando fotos que acabo de receber dos últimos resultadodos dos trabalhos do grupo já queimados e algumas fotos de trabalhos ainda em andamento.
A velocidade com que logo apreenderam tudo que envolve uma manilha é surpreendente.
É como mina d´água. Basta cavocar um “tiquinho” que logo a água brota.
Estou muito orgulhosa de fazer parte desse processo.